quarta-feira ,26 julho 2017
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Foi se a bela da varanda, Tininha Silveira

Da sacada de sua casa na Praça Coronel Hermógenes onde residia desde os anos 60 do século passado, sentada no velho banco ou em uma cadeira, tinha um olhar cativante e sorridente com as pessoas, cumprimentando a todos que passavam, fosse conhecido ou não.

Essa cena da Senhora Izaltina Silveira ‘‘Tininha’’ fica agora apenas na memória, na saudade com sua partida aos 86 anos de idade.

Somos frágeis como a flor, que nasce de um botão, resplandece, murcha, seca e volta a terra.  

Nesta limitação de tempo cumprimos  as  missões de  nos  realizarmos  e  contribuirmos  para a realização  dos outros.  ”Com a passagem, fica o legado de uma pessoa que se deu bem com todos com que se relacionava, ensinou, propagou e lutou pelos valores morais e éticos”.

Isaltina Simões era neta de capitão Speridião Simões da cunha, nome da principal rua comercial da cidade e filha Aurora Esteves da Cunha e Esperidião Simões da Cunha, conhecido como Dozinho, ex prefeito (anos 60).
Casou-se no ano de 1955 com Osvaldo Silveira com quem teve 9 filhos, 7 deles ainda vivos, 16 netos e  4 bisnetos. Como o marido participou da vida política, sua casa era uma das residências mais visitadas por personalidades de outros lugares em visita a João Pinheiro, MG.

Foi seu esposo pai que nos anos 60 contratou uma produtora para filmar e fotografar a festa do algodão, até hoje, um dos maiores acervos fotográficos e único de filmagem daquela época.

Ao longo de sua história com a cidade, atuou como costureira, sendo em sua época, uma das mais procuradas para corte e costura. Nas décadas de 50 e 60 formou junto com José de Oliveira e Rita de cássia Ribeiro o coral da igreja católica.

Ainda menina moça, na comunidade de Caatinga, ao se despedir do povo quando estava de mudança para a cidade, foi aplaudida por aqueles que conviveram ali com ela e comentaram ‘’foi se a moça mais bonita do lugar’’.

Em João Pinheiro, ao lado do companheiro Osvaldo Silveira, ergueu sua família sobre um alicerce de muita crença religiosa, política  e cercada de amigos e parentes. ‘’Minha casa sempre foi cheia de gente, aqui o almoço delongava, sempre aparecia mais um e tinha comida!’’ dizia ela.

‘’Dona Tininha’’ cumpriu sua missão terrena com sabedoria, de receber de nós que ficamos, o  sentimento  de gratidão, admiração e reconhecimento pelas suas relevantes contribuições ao município. Vá para Deus amiga e obrigado por nós proporcionar uma pessoa de fino trato, de tamanho coração que não cabe palavras.

Sua história de vida está eternizada no Museu de Vozes da Casa da Cultura de João Pinheiro, foi entrevistada no ano de 2011 pelo autor desta matéria.

No ano de 2011,  quando me vesti de papai Noel e visitei 32 residências na cidade, Tininha foi a ultima, por volta de uma e meia da manhã, estava deitada em sua cama, recebeu o Papai Noel com um imenso sorriso e lágrimas, em suas palavras naquele momento disse ‘’foi uma das maiores surpresas de minha vida, nunca tinha recebido a visita de um Papai Noel, estou emocionada’’ me beijou e agradeceu, sem saber quem era por debaixo da roupa, não importou naquele momento, era apenas o espírito natalino.

Acho que se foi sem saber que era eu o interprete de Papai Noel, valeu pelo seu sentimento no dia, de uma pessoa realizada, feliz e como sempre foi sua vida, cercada de muitos parentes e amigos.

Por: Welington Ney

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