segunda-feira ,25 junho 2018
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PRIVATIZAÇÃO DO AQUÍFERO GUARANI: NOSSA MAIOR RESERVA DE ÁGUA SERÁ DA COCA-COLA OU NESTLÉ

As negociações no Brasil para a venda de mananciais do aquífero Guarani seguem adiantadas com os grandes conglomerados transnacionais do setor, entre eles a Nestlé e a Coca-Cola.

Michel Temer, no entanto, diz que “não há um sistema de concessão para mais de 100 anos”.

A relevância dos maiores mananciais de água doce e silvestre do mundo é tão grande para toda a humanidade, que durante décadas tem sido objeto de análises e especulação de sua adequada gestão.

O Projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Sistema Aquífero Guarani, conhecido como o Projeto Aquífero Guarani (SAG), da ANA – Agência Nacional da Água – foi criado como o propósito de apoiar Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai na elaboração e implementação de um marco e legal e técnico de gestão e conservação da terra Guarani para as gerações presentes e futuras. Após as vitórias dos conservadores na Argentina e golpes de Estado pela direita, tanto no Paraguai como no Brasil, que só o Uruguai vota contra a privatização do aquífero.

Este projeto foi executado com recursos do Global Environment Facility (GEF), sendo o Banco Mundial uma agência de implementação e a Organização dos Estados Americanos (OEA), a Internacional agência executora internacional. O GEF, no entanto, mantém laços muito estreitos com grandes corporações.

Com uma área total de 1,2 milhões de quilômetros quadrados, dois terços das reservas estão no território brasileiro, no subsolo dos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “A importância estratégica do aquífero como um fornecedor para gerações futuras é objeto de atenção desesperada de grupos de diferentes setores em todo o mundo”, afirma documento da Organização de Direitos Humanos ‘Direitos à Terra’.

“Uma sociedade civil organizada deve estar alerta para as possíveis estratégias de privatização de grupos econômicos transnacionais”.

Em 2003, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Banco Mundial, em conjunto com o Global Environment Facility (GEF), implementou o projeto Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, que desenvolveu estudos sobre Aquífero Guarani, cujo objetivo é implementar um modelo institucional, jurídico e técnico comum para os países do Mercosul.

No entanto, em cada um dos países a sociedade civil organizada deve começar a lutar pela proteção da reserva.

 

É possível opinar enquanto a matéria tramita no Senado

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Publicado originalmente em Resumen Latinoamericano
Fonte:http://www.fenae.org.br

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